"Winston recebeu as edições atrasadas do 'The Times' que deveriam ser alteradas ou, em termos oficiais, 'retificadas'. Por exemplo, constava na edição de 17 de março a íntegra de um discurso, em que o Grande Irmão havia previsto que a situação na frente de batalha ao sul da Índia permaneceria estável mas que em breve seria lançada uma grande ofensiva eurasiana no norte da África. Posteriormente o Alto Comando Eurasiano optara por lançar a ofensiva na Índia e não na África. Era necessário, portanto, reescrever um dos parágrafos do discurso, para que o Grande Irmão houvesse predito as coisas como elas, de fato, ocorreram."
...
janeiro 24, 2009
Quid est veritas?
janeiro 21, 2009
Obá! Obama! Obá!
Acompanhei a cerimônia de posse do presidente Obama. Fiquei impressionado - e já não mais me impressiono facilmente - com essa festa toda, com o júbilo extraordinário com que o mundo brindou a chegada do novo senhor dos nossos destinos. A mídia incensou o homem. Até consideraram que a Sra Obama é de uma beleza rara e elegância suprema! No meio dessa emoção toda, lembrei-me, guardadas as devidas proporções, da ascenção e queda de Tancredo Neves. Mas será que toda essa expectativa se justifica? Por um lado, convenhamos: o homem é politicamente correto: negro, cristão, sangue árabe, um pé (não mais que um) nos guetos de Chicago e, afinal de contas, vem para substituir o George. Mas terá ele, além disso, alguma outra virtude? Terá qualidades ainda não reveladas que justifiquem toda essa festiva suposição de que é "the right man for the job"? Sinceramente, não sei. Não se esqueçam de que ele é produto do mesmo sistema eleitoral que concedeu oito longos anos de poder ao desastrado Bush. Sei não. Só posso torcer para que Obama dê o tão certo quanto possível. E que a futura frustração - que alguma sempre há - seja menor do que a estrepitosa esperança de agora.
Assinar:
Comentários (Atom)