Estação Outono, penúltima parada. O fim do princípio do fim do caminho. Frutos maduros. Brisa suave. Dourado entardecer. De malas prontas, aguardo pacientemente o trem. Na plataforma, os ponteiros de um imenso relógio alimentam-se, inexoráveis, de misteriosas horas romanas. Vim de onde não sei, de mais longe do que me possso lembrar. Humano que sou, acertei no tanto possível e errei no quanto justificável. Agora dou por conclusa a obra e respiro o conforto de quem apenas espera um trem. Trem que chegará pontualmente, em hora tão incerta quanto definitiva, e me levará, afinal, a um outro início.
agosto 12, 2008
Estação Outono
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