Meu nome - claro, vocês sabem - é Ricardo. Mas deveria ser também Luis. Deixa explicar. Eu nasci em 21 de junho, dia de São Luis Gonzaga e "la nona", católica como era, queria homenagear o santo do dia. Mas a mãe fazia questão que o nome fosse Ricardo. Num primeiro momento, elas teriam chegado a um acordo: ficaria Luis Ricardo. Ou Ricardo Luis, que sei! Mas na hora do batizado, Dona Dulce, num rompante puerperal - sabem como as mães são ciosas de suas prerrogativas - rompeu o acordo existente e abortou o Luis. Ficou só Ricardo. Ricardo Ramos Baldi. Muito prazer!
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junho 25, 2008
Minhas queridas manas
junho 24, 2008
Canibais
Canibais que somos,
temos que metabolizar
os nossos mortos.
Mastigando-os em orações,
deglutindo-os em soluços,
excretando-os em lágrimas
até a sua consumação final.
Lentamente ...
com a corrosiva paciência dos ácidos
a dissolver os vestígios de uma pérola.
Prá não dizer que não falei de flores!
Do amor perfeito, no meu peito, sempre viva ...
esplendorosa, fresca rosa de carmim.
O amor distante a todo instante me procura ...
persistência da fragrância de jasmim.
Do amor extinto eu já sinto dor amarga ...
mal ferida margarida morre em mim.
Os meus amores plantam flores no meu peito,
mas a saudade é que cultiva esse jardim.
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